Reflexões sobre o início de 2020 no Alto Vale do Itajaí

O mês de janeiro de 2020 marcava o início de uma nova década para a região do Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Tradicionalmente, este período é de expectativas e planejamento, tanto para o poder público quanto para a iniciativa privada. A economia local respirava os ares do verão, com o comércio aquecido e as projeções para as safras de verão no campo.

A economia de Rio do Sul, principal centro urbano da região, se preparava para a temporada. O comércio local, que durante o fim de ano registrou boas vendas, agora focava nas liquidações de verão e na reposição de estoques para o novo ano. Nas propriedades rurais, a colheita do milho e do feijão estava a todo vapor, enquanto os produtores de tabaco se articulavam para a comercialização da safra, que é uma das principais fontes de renda para a agricultura familiar local.

Na política, o ano de 2020 seria marcado pelas eleições municipais. As articulações partidárias já começavam a se desenhar nos bastidores. As administrações municipais, eleitas em 2016, estavam em seu último ano de mandato, o que gerava uma corrida para finalizar projetos e obras prometidas à população. A pauta da transparência e da eficiência no uso do dinheiro público dominava os debates.

A infraestrutura, como de costume, era um ponto nevrálgico. A BR-470, principal rodovia que corta o Alto Vale, seguia como a maior reivindicação da classe política e empresarial. As promessas de duplicação e melhorias, embora constantes, ainda pareciam distantes, mas mantinham viva a esperança de um tráfego mais seguro e do desenvolvimento econômico que uma rodovia de qualidade pode proporcionar.

Na área da segurança, as forças policiais mantinham o patrulhamento ostensivo nas cidades. A Polícia Militar e a Polícia Civil trabalhavam em conjunto para reduzir os índices de criminalidade, que historicamente apresentam uma variação durante o período de verão com o aumento do fluxo de pessoas nos municípios turísticos da região.

O cenário cultural também estava aquecido. Eventos tradicionais, como os festivais de dança e as festas típicas das comunidades do interior, começavam a ser divulgados. Rio do Sul se preparava para sediar mais uma edição do seu renomado Festival de Dança, um evento que atrai visitantes de todo o estado e movimenta a cadeia criativa da região.

Em suma, janeiro de 2020 foi um período de recomeços. O Alto Vale do Itajaí se preparava para um ano que prometia ser decisivo, com eleições municipais, desafios na infraestrutura e a pujança do seu agronegócio e comércio. Olhando para trás, aquele início de ano foi o último período de completa normalidade antes das grandes transformações que o mundo viria a enfrentar nos meses seguintes.