O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) concluiu, após investigação, que o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, pode ter cometido crime de racismo no episódio envolvendo a censura a um festival LGBTIA+ realizado na cidade. O caso teve ampla repercussão e gerou debates sobre liberdade de expressão, diversidade e os limites da atuação do poder público.

De acordo com o MPSC, há indícios de que a conduta do prefeito tenha configurado discriminação racial, o que levou à abertura de procedimento para apurar a responsabilidade criminal. A decisão foi baseada em análises de provas e depoimentos colhidos durante a apuração.

Thomé, que já havia se manifestado publicamente sobre o caso, nega as acusações. A defesa do prefeito afirma que não houve intenção discriminatória e que a medida foi baseada em critérios administrativos. O caso segue em tramitação na Justiça estadual.

O festival LGBTIA+ em questão havia sido alvo de críticas e pressão de setores conservadores da cidade. A censura prévia ao evento gerou protestos de grupos de direitos humanos e da comunidade LGBTQIA+, que apontaram violação à liberdade de manifestação cultural.

A conclusão do MPSC representa um desdobramento significativo no cenário político regional, colocando em evidência as tensões entre gestão municipal e movimentos sociais. A população de Rio do Sul e região acompanha com atenção os próximos passos do processo.

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