Rogério Morló, de 45 anos, estava em estado grave no Hospital Dr. Waldomiro Colautti, em Ibirama, após se envolver em um acidente de trânsito que matou duas crianças no sábado (21), em Apiúna. Ele morreu na madrugada desta quarta-feira (25).

Ele conduzia o carro modelo Fox com placas de Penha que bateu de frente com um Vectra com placas de Erechim. Duas crianças que estavam no Vectra morreram no hora. Um menino de 6 anos está internado em estado grave.

De acordo com informações da Funerária Ibirama, o motorista será velado na Igreja Católica São Roque, no Centro de José Boiteux, a partir das 14h desta quarta-feira. O enterro está marcado para as 8h desta quinta-feira, no Cemitério Católico de José Boiteux.

Morló era casado e tinha dois filhos.

O acidente

O acidente aconteceu na BR-470, em Apiúna, na localidade de Ribeirão Carvalho.

Terceira vítima de acidente na BR-470, em Apiúna, morre no hospital

Emanuelly Ribeiro, de 4 anos, e Gabriely Ribeiro, de 9, morreram no local. As outras quatro pessoas que estavam com as meninas, três homens de 29, 30 e 43 anos e um menino de 6, foram encaminhadas em estado grave ao hospital.

Os quatro ocupantes do Fox, Rogério Morló, um idoso de 68 anos, uma idosa de 63 e uma mulher também tiveram ferimentos graves. Eles seriam os pais e a esposa de Morló.

Cinto de segurança

De acordo com John Kenedi, bombeiro voluntário de Ibirama, ao que tudo indica ao menos cinco ocupantes do Vectra estavam sem cinto. As meninas, que deveriam estar em uma cadeirinha e banco elevado, tampouco estavam sobre os equipamentos. Com o impacto, ambas foram arremessadas sobre o capô do carro.

“Uma criança de um ano, quando é projetada, já pode matar um adulto. A superlotação contribuiu para que eles estivessem sem cinto e isso sim contribuiu para os óbitos”, lamentou o auxiliar de chefe de socorro.

Além da equipe de Ibirama, os Bombeiros Voluntários da União, o helicóptero Águia da PM e equipes do Samu de diversas cidades socorreram as vítimas. Os feridos foram encaminhados aos hospitais de Indaial, Ibirama e Rio do Sul.

“Se estivessem com cinto não teria sido a tragédia que foi, das crianças virem a óbito”, lamentou o subchefe dos Bombeiros Voluntários da União, Gerson Vogel.